sexta-feira, 19 de julho de 2019

Biólogos dominam Top 10 de Startups de Biotecnologia

Sabe aquele conto da carochinha de que Biólogo não inova? Ou aquela história de que Biólogo não estuda para aplicar conhecimento? Ou que o Biólogo só serve para ensinar? Ou que o Biólogo só serve para estudar "bichinhos e plantinhas"?

Existe o que as pessoas gostariam que fosse e existe a realidade. E a realidade é nua e crua, queiram umas pessoas aí ou não: os Biólogos estão com tudo em cima.


A 100 Open Startups acabou de publicar o TOP 10 das Startups de Biotecnologia, que você confere na foto abaixo:








#1 - A Regenera é a empresa do Biólogo Mário Frota Júnior;


#2 - A ONKOS é do Biólogo Marcos Santos;


#3 - A PluriCell Biotech são dos Biólogos Marcos Valadares e Diogo Biagi, além do Médico Cardiologista Alexandre Pereira;


#4 - A HA Tecno tem como fundador o Engenheiro Elétrico Henrique Costa;


#5 - A Gntech Exames SA é dirigida pelo Engenheiro Mecânico Rafael Bottós, mas a empresa funciona sob a responsabilidade técnica da Bióloga Regiane Ferreira;


#6 - Rubian Extratos - Tem como fundadores o Eduardo Alelo, que é Engenheiro Químico, Márcio Lopes, que é Engenheiro de Manufatura e o Alex Matioli, Administrador;


#7 - Pickcells - Com 3 fundadores, o André Firmo e Rodrigo de Oliveira são da área de Ciências da Computação, além da formação em Administração do Paulo Melo;


#8 - A Scheme Lab foi fundada pela Bióloga Alessandra Katz e pelo Bioquímico John Katz;


#9 - A Sugarzyme é da Farmacêutica Rosa Biaggio;


#10 - A Mancha Orgânica tem como seus fundadores o Pedro Ivo, Amon Pinto e Rafael D´Ávila formados em Design, e Martina Pinto em Engenharia Química.

Qual a formação que aparece mais vezes nessa lista? 

40% das empresas são fundadas e dirigidas por Biólogos. Mais uma possui a Responsabilidade Técnica de uma Bióloga, ou seja, 50% das empresas tem biólogos em cargos de direção. Em segundo lugar, temos pessoas formadas em Design, mas apenas em 1 empresa.


Então eu acho que precisamos quebrar o preconceito, não é mesmo? 


Principalmente, parar de dizer inverdades por aí na internet sobre o Biólogo.



Achou pouco?


O Instituto Butantan está preparando um Mestrado Profissional em Biotecnologia e Produção, sob a Coordenação da Bióloga Maria Carolina Quartim Barbosa Elias Sabbaga (CRBio 039877/01-D).

Se já não bastasse ser Bióloga, ela é Diretora do Laboratório Especial de Ciclo Celular, do Instituto Butantan, Coordenadora da área de Transferência de Tecnologia do Projeto CEPID - FAPESP e tesoureira da Sociedade Brasileira de Protozoologia.

O Mestrado se encontra na fase de projeto, mas já foi aprovado no final do ano passado pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior, vinculado a CAPES.

O TECPAR - Instituto Tecnológico do Paraná, será chefiado pelo Biólogo Jorge Callado, presidente do CRBio 07, informação recém divulgada na mídia.



#Fica_a_dica

#BIOTECédaBIO


sexta-feira, 21 de junho de 2019

CFBio regulamenta a Biotecnologia e Produção

Foto: https://pplware.sapo.pt/
Chegando mais uma leva de regulamentação de áreas, essa é uma resolução que se refere a uma das 3 grandes, sendo a Biotecnologia e Produção.

Diferente de outras resoluções gerais ou de especialidades, essa é uma resolução que trata de uma área de atuação, sendo contemplado por exemplo a produção de vacinas, enzimas para indústria de alimentos ou mesmo a participação em clonagens de animais.



Sendo uma área importante do conhecimento e atuação do Biólogo, ela se mostrou necessária e importante devido a evolução das tecnologias, formação graduada e pós-graduada na área e demanda dos laboratórios, indústrias e centros de pesquisas, além de resguardar a atuação do biólogo de medidas corporativistas de outras classes, que tentam fazer parecer que o Biólogo não tem competência para atuar, mesmo aprendendo com eles.

Aos desavisados de plantão e corporativistas e negacionistas da história, é bom deixarmos claro um fato: a biotecnologia já é reconhecida como especialidade do Biólogo desde 1993, não sendo portanto, nada novo. Essa resolução é meramente uma descrição do que o Biólogo já faz há décadas, inclusive o desenvolvimento e direção de bioprocessos.

Só fazemos uma ressalva: esqueceram que a bioprospecção não ocorre apenas em ambiente aquático, mas sim com todo tipo de biodiversidade, incluindo a microbiológica, zoológica e botânica terrestre. Esperamos que isso não impeça biólogos de fazerem prospecção de moléculas bioativas em venenos ou metabólitos secundários de plantas, por exemplo. Olá colegas de uma empresa de biotecnologia de moléculas de origem marinha do RS :) ! 

Não entendemos também a menção de algumas áreas da saúde já contempladas em resoluções a parte, que é diferente do desenvolvimento e produção de kits de diagnóstico, sendo no final, mera observação própria que não afeta nosso trabalho ou de outros biólogos.

Conclusão: mais uma importante vitória do Biólogo!

Veja a descrição da nova resolução abaixo:



RESOLUÇÃO Nº 517, DE 7 DE JUNHO DE 2019


                                                          Dispõe sobre a atuação do Biólogo em Biotecnologia e Produção e dá outras providências.

Art. 1º Regulamentar a atuação do Biólogo na área de Biotecnologia e Produção.

Art. 2º O Biólogo é o profissional legal e tecnicamente habilitado com atribuições para atuar em Biotecnologia e Produção.

Art. 3º O Biólogo poderá exercer na área de Biotecnologia e Produção as atividades profissionais estabelecidas no art. 3º da Resolução CFBio nº 227/2010.

Art. 4º Ficam estabelecidas as seguintes atividades e empreendimentos que poderão ser desenvolvidas pelo Biólogo em Biotecnologia e Produção, a fim de atender interesses humanos, econômicos e socioambientais:

I - Coordenar, supervisionar ou compor equipes multidisciplinares de estudos, projetos ou pesquisas e a execução dos trabalhos relacionados à Biotecnologia e Produção;
II - Realizar inspeções, auditorias, perícias e emissão de laudos técnicos e pareceres, incluindo aspectos de bioética, biossegurança e biosseguridade;
III - Elaborar relatórios, pareceres, laudos técnicos e demais instrumentos de avaliação e monitoramento sobre condições de biossegurança e biosseguridade relativas às instalações e ao funcionamento de estabelecimentos onde se realizem atividades ligadas à saúde, ao meio ambiente e à produção industrial e agropecuária;
IV - Assessorar e divulgar assuntos relacionados à Biotecnologia e Produção;
V - Realizar melhorias na qualidade, produtividade e gestão de instituições e indústrias que trabalham com biotecnologia;
VI - Representar empresas de biotecnologia junto a órgãos ligados à saúde, agropecuária e, meio ambiente e biodiversidade;
VII - Desenvolver e registrar patentes sobre produtos e processos biotecnológicos;
VIII - Participar no desenvolvimento e utilização de ferramentas de bioinformática através de técnicas computacionais, matemáticas e/ou estatísticas que gerem, gerenciem e analisem informações de origem biológica;
IX - Desenvolver e manter bancos de microrganismos e de material genético respeitando as normas vigentes de biossegurança e biosseguridade;
X - Desenvolver e manter bancos de células vegetais, animais e de material genético dentro do marco de pesquisas éticas;
XI - Produzir, manipular e efetuar controle de qualidade de biossegurança de células e organismos, incluindo aqueles melhorados por Engenharia Genética ou por TIMPs e seus produtos, sejam eles destinados à indústria, meio ambiente e biodiversidade, agropecuária ou saúde;
XII - Conceber e monitorar biomateriais e dispositivos tecnológicos, tais como kits e sensores, que contemplem em suas partes ao menos um item biológico, sendo este de origem recombinante ou não;
XIII - Pesquisar, desenvolver, produzir, efetuar e controlar qualidade e biossegurança de vacinas, soros, proteínas recombinantes, nutracêuticos e probióticos;
XIV - Realizar o desenvolvimento, produção, patenteamento, comercialização e utilização de Kits para diagnósticos, com base molecular, microbiana, genética, e/ou imunológica, podendo incluir a utilização da nanobiotecnologia;
XV - Pesquisar e desenvolver processos e produtos relacionados com terapias gênicas e celulares;
XVI - Utilizar nanobiotecnologia para o desenvolvimento de produtos em diversas áreas como terapias gênicas, carreamento de fármacos e biomateriais;
XVII - Analisar a composição cromossômica e gênica para verificar a estabilidade genética das linhagens de cultivos celulares para a produção de imunobiológicos;
XVIII - Realizar análises clínicas, hematológicas, hemoterápicas, moleculares, físico-químicas, bromatológicas, microbiológicas ou toxicológicas em amostras humanas ou animais;
XIX - Compor equipes multidisciplinares, atuando na coordenação geral ou na execução de estudos, projetos ou de pesquisas para o desenvolvimento de produtos naturais provenientes da biodiversidade, existente em águas continentais e marinhas;
XX - Pesquisar, desenvolver, produzir e efetuar o controle de qualidade, incluindo biossegurança, de bioprocessos e produtos para a indústria de alimentos e bebidas, aditivos, fármacos e cosméticos, bioenergia, e agroindústria;
XXI - Analisar, fabricar, manipular e efetuar o controle de qualidade e de biossegurança de produtos biotecnológicos de origem recombinante e não recombinante, tais como vitaminas, enzimas, aditivos, biomateriais e biocombustíveis;
XXII - Pesquisar, desenvolver e efetuar o controle de qualidade e biossegurança de biotransformações para produção de metabólitos e enzimas;
XXIII - Planejar e montar laboratórios e equipamentos para a realização de atividades de ensino, pesquisa e de produção, podendo compor e coordenar equipes multidisciplinares;
XXIV - Formular, elaborar e executar estudo ou projeto, proporcionando a interação entre pesquisa e o desenvolvimento de produtos, processos biotecnológicos e o escalonamento pré-industrial e industrial;
XXV - Qualificar e validar etapas que compõem os processos biotecnológicos;
XXVI - Realizar análises moleculares, físico-químicas, bromatológicas, microbiológicas ou toxicológicas em produtos originados a partir de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs);
XXVII - Desenvolver, executar e monitorar bioprocessos aplicados ao tratamento de efluentes e resíduos, seja em pequena ou em grande escala;
XXVIII - Produzir e manipular, com controle de qualidade e de biossegurança, organismos para biodegradação de poluentes, recalcitrantes ou não, em processos de biorremediação ou para extração de minerais de interesse econômico;
XXIX - Desenvolver, produzir, patentear, comercializar e utilizar Kits desenvolvidos com base molecular, microbiana, genética e/ou imunológica para monitoramento do meio ambiente;
XXX - Compor equipes multidisciplinares, atuando na coordenação geral ou na execução do estudo, projeto ou pesquisa e prospecção de produtos naturais provenientes da biodiversidade existente em águas continentais e marinhas;
XXXI - Pesquisar e desenvolver atividades de biomonitoramento ambiental;
XXXII - Pesquisar, desenvolver e aplicar atividades decorrentes de estudos genômicos na identificação, catalogação e monitoramento da biodiversidade, incluindo Bancos de Germoplasma (in situ e ex situ) e outras instituições;
XXXIII - Formular, elaborar e executar estudo ou projeto proporcionando a interação entre pesquisa e conservação do meio ambiente e da biodiversidade;
XXXIV - Atuar na pesquisa, planejamento, desenvolvimento e instalação de biofábricas visando a produção de organismos biológicos, principalmente para o controle de pragas e doenças;
XXXV - Pesquisar, implantar e manejar sistemas de cultivos agroecológicos para preservação do meio ambiente e recuperação de áreas degradadas;
XXXVI - Formular, elaborar e executar estudo, projeto ou pesquisa científica básica e aplicada, proporcionando a capacidade de resolução de lacunas entre a pesquisa e o melhoramento genético de plantas e animais de interesse econômico;
XXXVII - Pesquisar, desenvolver, difundir e monitorar elementos e subsídios cientifico-tecnológicos naturais para a produção orgânica;
XXXVIII - Elaborar e realizar atividades de criação de algas, peixes, moluscos, crustáceos e outros organismos em aquicultura continental e marítima, incluindo a gestão de qualidade;
XXXIX - Pesquisar, desenvolver, produzir, e efetuar controle de qualidade e biossegurança de biofertilizantes e produtos biológicos de defesa agropecuária;
XL - Pesquisar, desenvolver e executar o controle biológico de pragas e doenças de plantas e animais;
XLI - Produzir mudas e sementes mediante técnicas tradicionais e modernas, incluindo as diversas modalidades de cultura in vitro;
XLII - Participar em equipes multidisciplinares envolvidas em atividades de clonagem e/ou reprodução artificial de animais;
XLIII - Desenvolver, produzir, patentear, comercializar e utilizar Kits com base molecular, microbiana, genética e/ou imunológica para monitoramento de pragas, vetores ou doenças;
XLIV - Realizar melhoramento genético de microrganismos, plantas e animais de interesse econômico por técnicas tradicionais e modernas, incluindo a tecnologia do DNA-recombinante e as Tecnologias Inovadoras de Melhoramento de Precisão (TIMPs);
XLV - Planejar, coordenar, supervisionar, avaliar e ministrar cursos de Biotecnologia em diferentes níveis, respeitando as normas vigentes e a legislação específica;
XLVI - Orientar, revisar e avaliar trabalhos acadêmicos em Biotecnologia, respeitadas a legislação e as normas vigentes;
XLVII - Preparar, produzir e comercializar material didático, em diferentes meios e suportes, incluindo kits, para o ensino de Biotecnologia.

Art. 5º As atividades profissionais realizadas por Biólogos em Biotecnologia e Produção estão sujeitas à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), nos termos de Resolução CFBio específica.

Art. 6º O Biólogo poderá atuar como Responsável Técnico por biofábricas, bem como outras empresas e/ou por projetos específicos em Biotecnologia e Produção.

Art. 7º O Biólogo poderá complementar sua formação nas áreas ligadas à Biotecnologia e Produção por meio de educação continuada em instituições de ensino e pesquisa ou entidades como associações e conselhos profissionais, entre outras.

Art. 8º De acordo com o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia e, considerando a evolução do mercado de trabalho nas áreas de Biotecnologia e Produção, outras atividades poderão ser incorporadas por deliberação do Plenário do CFBio.

Art. 9º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.


WLADEMIR JOÃO TADEI
Presidente do Conselho

quarta-feira, 19 de junho de 2019

CFBio regulamenta o Aconselhamento Genético



Desde 2012 publicando, uma boa parte de minhas publicações iniciais foram sobre o Aconselhamento Genético. Apesar de nossas postagens sobre o Ato Médico não terem tido a mesma repercussão como tiveram as da PL do Piso do Biólogo ou os concursos de Biólogos x Engenheiros Ambientais, essa é uma área que faço questão de publicar novamente!

O Conselho Federal de Biologia aprovou em 07 de Junho de 2019, mas publicado hoje no Diário Oficial da União, a Resolução CFBio 516/2019, que dispõe sobre a atuação do Biólogo na área de Aconselhamento Genético e dá outras providências.

Quantos e-mails para membros do Sistema CFBio/CRBios, SBG e personalidades da Genética brasileira e biólogos, nós mandamos? Nem sequer conseguimos responder, mas para o GT do Aconselhamento Genético do CFBio não faz muito tempo, para repassar informações de outros dois conselhos. Nem tudo se publica, pois a valorização do Biólogo é nosso maior desejo. Estamos sempre de olho no que as outras classes também estão fazendo.

Tem mais resolução querendo sair, já já!

Nossa última publicação oficial sobre o Aconselhamento Genético foi em 2014: Portaria do Ministério da Saúde confirma: Biólogo pode fazer Aconselhamento Genético.

Veja a descrição da nova resolução abaixo:

RESOLUÇÃO Nº 516, DE 7 DE JUNHO DE 2019


                                                               Dispõe sobre a atuação do Biólogo na área de Aconselhamento Genético e dá outras providências.

Art. 1º Instituir normas regulatórias para atuação do Biólogo em Aconselhamento Genético, no que se refere ao conjunto das atividades pertinentes.

Art. 2º O Biólogo é o profissional legal e tecnicamente habilitado a atuar em atividades de Aconselhamento Genético.

Art. 3º O Biólogo habilitado em Aconselhamento Genético poderá atuar nas seguintes atividades técnicas:


I - Levantamento da história familiar, elaboração e análise de heredogramas;
II - Estimativa de riscos de ocorrência e recorrência de doenças genéticas, com base em interpretação de heredogramas, diagnósticos médicos, resultados de exames genéticos laboratoriais e pesquisa bibliográfica;
III - Elaboração de Laudos para os consulentes, contendo as conclusões das avaliações genéticas e das estimativas de riscos;
IV - Realização do Aconselhamento Genético propriamente dito, que inclui comunicação dos riscos genéticos, com o objetivo de auxiliar a realização de escolhas reprodutivas informadas e a adaptação às condições de risco;
V - Tradução da complexa linguagem da Genética para termos compreensíveis por consulentes, público leigo e outros profissionais de saúde;
VI - Identificação de pessoas ou famílias com risco genético potencial e encaminhamento a especialistas conforme fluxos estabelecidos em serviços de Saúde;
VII - Encaminhamento de consulentes e seus familiares a serviços de apoio ou associações de pacientes com a mesma patologia;
VIII - Assistência continuada aos consulentes e familiares em relação ao aconselhamento genético realizado, por meio presencial ou de comunicação interativa à distância;
IX - Assessoria a pessoas e famílias na interpretação de laudos de exames emitidos por serviços que oferecem testes genéticos diretos ao consumidor;
X - Responsabilidade pela guarda da documentação relativa ao procedimento do Aconselhamento Genético, zelando por sua privacidade e confidencialidade, de acordo com o Código de Ética do Profissional Biólogo;
XI - Atuação como profissionais de referência em Genética Humana e Médica, na difusão de informações educativas sobre mecanismos de herança, exames, conduta, prevenção e fontes de informação confiáveis sobre doenças genéticas, para outros profissionais de saúde e para o público em geral;
XII - Atuação como educadores, exercendo atividades docentes nos níveis técnico, superior e de pós-graduação na área de Genética Humana e Médica, incluindo Aconselhamento Genético;
XIII - Participação em grupos de pesquisa relacionados ao campo da Genética Humana e Médica;
XIV - Incentivo e apoio para desenvolvimento de políticas governamentais em Saúde Pública, nas áreas relacionadas à Genética Humana e Médica; elaboração e participação em projetos e programas relacionados à área do Aconselhamento Genético;
XV - Assessoria técnica e consultoria, emissão de laudos e pareceres técnicos, realização de auditoria, fiscalização e gestão, relacionadas a Aconselhamento Genético.

Art. 4º Não cabe ao Biólogo realizar diagnósticos e prognósticos clínicos, nem prescrição de tratamento de doenças genéticas.

Art. 5º É requisito mínimo para o exercício das atividades de Aconselhamento Genético pelo Biólogo, bem como para assumir Responsabilidade Técnica, o atendimento a um dos seguintes incisos:

I - Título de Especialista em Aconselhamento Genético emitido pela Sociedade Brasileira de Genética (SBG) e referendado por CRBio;
II - Título de Especialista em Biologia Molecular Humana ou Título de Especialista em Citogenética Humana, emitidos pela Sociedade Brasileira de Genética (SBG) e referendados pelo CRBio;
III - Pós-Graduação stricto sensu (Mestrado ou Doutorado na área de Genética), ou Curso de Especialização reconhecido pelo MEC, de no mínimo 720 horas;
IV - Experiência profissional ou estágio supervisionado, de no mínimo quatro anos, em Aconselhamento Genético.

§ 1º As atividades realizadas por Biólogos no Aconselhamento Genético estão sujeitas ao registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), nos termos de Resolução CFBio específica.

§ 2º O Biólogo poderá obter o Termo de Responsabilidade Técnica (TRT) se possuir o Título de Especialista em Aconselhamento Genético emitido pela Sociedade Brasileira de Genética e referendado por CRBio.

Art. 6º O Biólogo poderá participar de processos seletivos e das modalidades de licitações públicas e de concorrências privadas que visem à contratação de serviços de Aconselhamento Genético.

Art. 7º De acordo com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e considerando a evolução do mercado de trabalho na área do Aconselhamento Genético, poderão ser incorporadas outras atividades por deliberação do Plenário do CFBio.

Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


WLADEMIR JOÃO TADEI
Presidente do Conselho

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Análises Clínicas ou Patologia Clínica? Vamos de Biologia Clínica Laboratorial


Situada no interior de Portugal, a UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro fica localizada na cidade de Vila Real, capital do distrito de mesmo nome. Sabe o Vinho do Porto? As uvas são principalmente cultivadas justamente na área de influência da UTAD.

A UTAD, apesar de não figurar nos Rankings acima das Universidades de Lisboa, Coimbra ou Porto, está em crescimento intelectual, mas possui algumas particularidades que nós, Biólogos, gostamos e podemos valorizar. Vale lembrar que ela é mais nova que as outras universidades citadas.


Considerada uma das mais belas quando não a mais bela universidade de Portugal, ela fica no que chamam eco-campus. O Jardim Botânico da Universidade tem absolutamente um peso visível quando alguém descreve a UTAD, seja um aluno da Biologia ou Engenharia Informática. O paisagismo da UTAD é reconhecido por todos os portugueses.


Diferente do Brasil, a maioria dos profissionais que trabalham com Análises Clínicas em Portugal são mestres, pois a figura de especialização não é muito comum. Os mestrados aliás, se parecem com especializações e você pode fazer estágios em laboratórios e hospitais, não necessariamente fazer uma dissertação nos moldes que imaginamos.

Hoje somente dois profissionais podem ser Responsáveis Técnicos de laboratórios clínicos aqui, os farmacêuticos e os médicos, mas ambos com mestrado ou especialidade reconhecidas por suas ordens. Dentre as profissões que também trabalham com Análises Clínicas, os Biólogos são uma das carreiras de maior destaque, mesmo que não possam emitir os laudos, ainda.

Outras classes que trabalham com análises clínicas aqui são os bioquímicos (bioquímicos mesmo, não farmacêuticos) e atualmente os biomédicos, que aqui ainda engatinham, pois agora formados em Ciências Biomédicas Laboratoriais, antes eram divididos em dois cursos, sendo chamadas de Técnicos de análises clínicas e de saúde pública e de Técnicos de anatomia patológica, citologia e tanatológica. Eram dois cursos que se assemelhavam aos nossos cursos de tecnólogos, que foram agrupados para formar o de Ciências Biomédicas Laboratoriais, mas eles também não podem emitir laudos ou serem responsáveis técnicos.

Mas querem saber o quanto os Biólogos aqui são respeitados? É só averiguar a entrevista do Presidente da Ordem dos Biólogos de Portugal na revista da Ordem dos Farmacêuticos. É isso mesmo, seria como se o CFBio fosse entrevistado pelo CFF, justamente em uma área que concorremos. 

Verifique a entrevista: 




E aí?


Mas o que isso tudo tem com a Biologia Clínica Laboratorial? Tradicionalmente, seja aqui ou no Brasil, os cursos de Análises Clínicas estão em locais que também possuem cursos de Farmácia ou Biomedicina. Então você tem mestrados em Análises Clínicas na Universidade de Lisboa, Porto e Coimbra, no Instituto Universitário Egas Moniz e Instituto Universitário de Ciências da Saúde ou na Escola Superior de Saúde no Instituto Politécnico do Porto, mas na UTAD, onde a Biologia é forte, nós temos o curso de Biologia Clínica Laboratorial, tendo o mesmo fim, mas com particularidades que aproveitamos mais.

Se você é brasileiro e biólogo, tem cidadania européia ou pode se candidatar para esse mestrado como estudante internacional, corra! As inscrições estão abertas!

Link da universidade: https://www.utad.pt/