terça-feira, 21 de março de 2017

Precisa-se de Biólogo Palestrante: Dengue e Zika Vírus


O Colégio Interativo Pestalozzi no município de Osasco-SP, está precisando de um Biólogo para palestrar aos pais e alunos sobre Dengue e Zika Vírus.

Data da palestra: 25/03/2017 (sábado).

Hora: 9 às 11h.

Endereço: Colégio Interativo Pestalozzi 
Rua Juan Vicente, 482 
Bandeiras
Osasco - SP
Residencial São Cristóvão.


Contatos: 
E-mail: biologajl@gmail.com
Telefone (11) 96846-1318

!O Biólogo receberá certificado como palestrante!

quarta-feira, 15 de março de 2017

É coisa de Biólogo: Citologia Clínica

Bióloga Fabiana Vilaça
Depois de tanto tempo, apresentamos aos nossos leitores mais uma reportagem da série "É coisa de Biólogo"! Dessa vez entrevistamos uma bióloga de uma área mais especializada dentro dos laboratórios: a citologia clínica.

A Citologia Clínica já era reconhecida como área da Biologia Laboratorial indiretamente no início da década de 90, através da Resolução CFBio nº 12 de 1993, que dispõe sobre a regulamentação para a concessão de Termo de Responsabilidade Técnica em Análises Clínicas e dá outras providências, pois cita como obrigatório o conhecimento em citologia e histologia (para não citarmos as outras disciplinas).

No início dos anos 2000, a Resolução CFBio nº 10 de 2003, que dispõe sobre as atividades, áreas e subáreas do conhecimento do Biólogo, indicou a citologia nas áreas de Ciências Morfológicas, elencando o grupo de conhecimento em Anatomia humana, Citologia, Embriologia humana, Histologia, Histoquímica e Morfologia, dentre outras áreas do Biólogo.

Foto: Angelo Gustavo Di Stefano, Biomédico.
Já em 2010, o CFBio expediu a Resolução nº 227, que dispõe sobre a regulamentação das atividades profissionais e as áreas de atuação do Biólogo, em Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde e, Biotecnologia e Produção, para efeito de fiscalização do exercício profissional, citando explicitamente a área de Análises Citopatológicas (Citologia Clínica). Com essa última resolução, não houve mais dúvidas de que a Citologia Clínica é área de conhecimento e campo de trabalho do Biólogo.

A entrevistada da série é a Fabiana Vilaça, que eu encontrei no CRBio Digital pelo extenso currículo, especialmente para falar um pouco da área para vocês!



É coisa de Biólogo: Citologia Clínica


Blog - Bom dia, Fabiana! O que é a Citologia Clínica? Existem outros nomes para essa área?

Fabiana - Bom dia. A Citologia Clínica é um ramo da citologia que estuda variações morfológicas inflamatórias e neoplásicas em amostras biológicas, como esfregaços cérvico – vaginais, urina, mama, tireoide, entre outros. Sim, a citologia clínica também pode ser chamada de citopatologia ou citologia oncótica, estando ligada ao estudo da Anatomia Patológica.

Blog - Quais são os profissionais que realizam a Citologia Clínica?


Fabiana - Podem realizar a Citologia Clínica Biólogos, desde que tenham especialização na área, assim como Farmacêuticos, Biomédicos e Médicos Patologistas.

Blog - Quais tipos de técnicas são utilizadas? Que tipos de patologias e desordens se conseguem descobrir através da Citologia Clínica?

Fabiana - Para elaboração das lâminas que serão visualizadas no microscópio óptico utilizamos, na maioria das vezes, a técnica de coloração de Papanicolaou, mas, também podem ser utilizadas outras técnicas de coloração com Shorr e Hematoxilina/Eosina. A Citologia Clínica é capaz de detectar alterações hormonais, lesões inflamatórias, infecções por fungos, protozoários, bactérias, vírus, lesões neoplásicas e cânceres.

Blog - Como você se tornou Bióloga Citologista? O que te chamou atenção na área?


Fabiana - Tornei-me Bióloga Citologista pois estagiei nesta área desde o primeiro ano da faculdade. Comecei aprendendo as técnicas de coloração e rotina de triagem de um laboratório de Anatomia Patológica, e depois passei a estudar o arquivo de lâminas de citologia da instituição, para aprender a diferenciar as estruturas nos esfregaços. Juntamente com o estágio participei de congressos, simpósios, cursos e palestras na área de citopatologia para poder solidificar meus conhecimentos na área. Logo percebi que a citologia clínica estava interligada com a anatomia patológica e a biologia molecular, tanto que aprendi a realizar macroscopia de peças anatômicas e fazer PCR, Hibridização in situ e outras técnicas laboratoriais de manipulação de DNA. Foi isso que mais me chamou a atenção na área: a citologia clínica é multidisciplinar, não exige apenas conhecimentos em biologia celular e morfologia, o que faz do citologista um profissional disputado, sendo quase impossível não encontrar emprego nessa área. Terminando a faculdade ingressei no curso de aprimoramento (pós- graduação) em citologia oncótica e passei a atuar como citologista.

Blog - Conte-nos um caso especial para você. Por exemplo algo que te deixou orgulhosa de ser Bióloga Citologista...


Fabiana - O bom de ser Bióloga Citologista é que você pode ajudar as pessoas a se prevenirem de doenças como o câncer, por exemplo,  eisso é o que me deixa mais orgulhosa.

Blog - Sabemos que os Biólogos sofrem preconceito em determinadas áreas de atuação. Você sofreu algum tipo de preconceito? Se sim, como conseguiu superar?


Fabiana - Realmente, os Biólogos sofrem preconceito sim, principalmente dentro de laboratórios. Comigo não foi diferente. Porém, consegui superar esse preconceito e conquistar respeito e credibilidade através da minha atuação profissional e constante atualização, pois eu nunca deixei de estudar. Além disso, a citologia clínica é uma área onde quem é competente não perde espaço para o preconceito, pois, ou você sabe ou você não sabe, e não tem como enganar, pois sua rotina de trabalho é sempre revisada por algum outro profissional da área, geralmente um médico, afim de evitar resultados falsos positivos ou falsos negativos. Ou seja, você pode errar, o que é normal para qualquer ser humano, mas jamais você poderá realizar um exame de citologia clínica sem dominar o que está fazendo.
A biologia sendo aplicada
pela Bióloga Fabiana Vilaça
Blog - O que um Biólogo precisa fazer para atuar na área, e o que nos diferencia em relação aos outros profissionais? O que nossa formação traz de diferente?

Fabiana - Para ter espaço dentro da Citologia Clínica, como eu já disse, um Biólogo deve manter-se atualizado, ou seja, sempre estar estudando, sendo que, o que nos diferencia dos outros profissionais é a nossa formação multidisciplinar, pois temos conhecimento em áreas como zoologia, botânica, fisiologia, biologia molecular, anatomia, evolução, genética, ecologia, o que nos possibilita ir além das alterações morfológicas celulares.  Esse conhecimento nos permite entender o motivo das alterações celulares que encontramos nas lâminas citológicas.

Blog - Você acha que a atual formação dos biólogos os prepara para o mercado de trabalho?


Fabiana - Depende muito do foco que a universidade dá para o curso de graduação em Ciências Biológicas, pois, geralmente, a maioria dos cursos foca na área ambiental. Então, cabe ao aluno, interessando-se pela área de citologia clínica, correr atrás de estágio ou cursos na área. Aliás, foi exatamente o que eu fiz.

Blog - Você indicaria locais para a especialização em Citologia Clínica?


Fabiana - Para especialização em Citologia Clínica eu indicaria o curso de Aprimoramento Profissional em Citologia Oncótica. (PAP). Mas, existem também os cursos de pós – graduação em Citopatologia da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina e do IPESSP.

Blog - Deixe uma mensagem para os Biólogos, graduandos e estudantes em geral que gostariam de entrar na área de Citologia Clínica.


Fabiana - Para atuar na área de Citologia Clínica devemos ir além da observação de alterações morfológicas. Temos que ser multidisciplinares e buscar atualização sempre. A Citologia Clínica é uma área que emprega muitos Biólogos justamente porque exige dedicação, comprometimento e conhecimentos sólidos em Biologia Celular e Molecular, Microbiologia, Imunologia, Parasitologia, Virologia, Anatomia e Fisiologia.

Obrigado pela entrevista!

Fabiana Aparecida Vilaça é Bióloga, formada pela Universidade São Judas Tadeu, especialista em Citologia Oncótica pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (Programa de Aprimoramento Profissional – IAMSPE), mestre em Ensino de Ciências pela Universidade Cruzeiro do Sul, possui anos de experiência como Bióloga Citologista em laboratórios e hospitais, além de ministrar aulas em universidades, unindo a academia e a prática profissional.

Contato: fabiana_bio@hotmail.com


Vocês gostaram? Vejam também:

É coisa de Biólogo: Programa Saúde da Família
É coisa de Biólogo: Circulação Extracorpórea

E ainda a publicação em "Direito do Biólogo":
A legalidade do Biólogo nas Análises Clínicas e Citopatologia



segunda-feira, 6 de março de 2017

Biologia Estética: Precisamos de 500 assinaturas!

Você sabe a diferença entre o Biólogo e um especialista na área de Ciências Biológicas? E de um médico e um especialista nas áreas médicas?

A brutal diferença entre nossa classe e outras geralmente se baseia em como pensamos e nos vemos como profissional, e se nos inserimos dentro da coletividade da profissão base (graduação) e não na especialidade.

Nos indagamos como certas profissões nadam milhas em nossa frente e como nós parecemos ficar e morrer na praia... A resposta para isso é o individualismo da profissão em especialidade e possivelmente nosso distanciamento da pessoa comum, ou seja, aquele que não vai na universidade para ver sua palestra.

Mesmo que pareça, o autor do blog não vai trabalhar com estética (eu), até porque ele trabalha na área laboratorial. Mas a diferença está nisso mesmo. Eu deveria simplesmente ignorar a área almejada por colegas única e exclusivamente pq não trabalharei na área? 

Como devemos ver o Biólogo? Como uma profissão ou como "filosofia de vida"? Você realmente entrou na graduação imaginando que teria que ficar restrito ao mundo acadêmico, dentro das paredes de universidades e falando pro resto da vida para gente "entendida" no assunto e somente no seu assunto e linha de pesquisa?

O biólogo tem total condição de trabalhar na área de estética após uma especialização e em outras áreas abrindo empresas, prestando serviços e montando seus laboratórios. Meu estágio foi em um laboratório criado por biólogas e hoje ele é conhecido no Brasil e fora dele. Fatura milhões por ano!

Há espaço para o acadêmico e profissional, e inclusive para a mescla entre eles. Precisamos de união dos Biólogos para reconhecimento da sociedade, pensar fora da "caixinha" e da receita de bolo, como se houvesse vaga para todos os biólogos nas universidades. 

Não podemos cair na ideologia de que Biólogo só pode ser bem sucedido se o trabalho dele for publicar artigos em Qualis A. Se você prestar serviços para a sociedade, receber por isso e for reconhecido por isso, deixamos de ser Biólogos?

O reconhecimento da profissão perante uma sociedade só vem se a sociedade está em contato com o profissional. Você contrata um engenheiro ou arquiteto para construir sua casa. Vai na farmácia comprar medicamentos e pode ser atendido pelo farmacêutico.

E você? É procurado para prestar quais serviços pelo público comum? Será que o público não acha que fazemos tudo por amor? Ele não acha que sabemos o nome de todas as plantas e insetos? E o que fazemos com esse conhecimento na maioria das vezes? Deixamos eles restritos nos muros das universidades! O seu professor já sabe a importância do seu trabalho e a agência de fomento também. E seu vizinho?

Posso dizer que aqui em São Paulo o controle de pragas por Biólogos está indo muito bem. Os colegas estão abrindo suas empresas, se destacando e com o apoio do CFBio/CRBio 01. Será que alguns anos atrás abrir uma empresa na área para um ecologista, entomologista ou zoólogo da área de insetos não seria um distanciamento da função do Biólogo? Qual a função do Biólogo? Fazer pesquisas e publicar? Não confundimos a profissão Biólogo com o Biólogo Pesquisador/Cientista?

O biólogo descobre uma enzima capaz de rejuvenescer a pele de pessoas. Em vários países do mundo, o biólogo vai tentar uma patente e a repassar para a indústria. Ganha ele, o local de origem da pesquisa, a indústria, pessoas (empregos para a produção da enzima) e o público final poderá ter algo antes inexistente, uma enzima que melhora a pele. E você, biólogo que tem uma clínica de estética e conhecedor de anatomia, fisiologia, histologia, microbiologia e especialista em estética, não poderia também aplicar seu conhecimento?

Quer ajudar uma área do biólogo independente da especialidade? Você quer ajudar sua profissão mesmo que não seja você a se beneficiar exclusivamente dela?


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

CRBio 03 elabora parecer sobre Acupuntura

Boa tarde pessoal!

Ontem o site do CRBio 03 (RS-SC) publicou uma matéria sobre um parecer que sua presidente - Dra. Clarice Luz - irá mandar para o CFBio analisar. Ao ler o parecer podemos ver há quanto tempo já se fala sobre o assunto e o Biólogo se questiona sobre a acupuntura. Convidamos os colegas para leitura do parecer, da matéria do CRBio 03 e se possível mandem suas contribuições para a causa!

Quem nos avisou sobre a questão foi o Biólogo Ygor Brandão, da Associação dos Acadêmicos e Profissionais em Biologia do Brasil!

Batalha pela Regulamentação da Acupuntura! 


E-mail para contribuições: crbio03@crbio03.gov.br